terça-feira, 21 de outubro de 2008

Dar limite não é censurar

Durante algum tempo ainda vamos ver o ouvir na mídia muitos especialistas em segurança pública falando, comentando, analisando os erros e acertos da polícia paulista no caso do seqüestro das jovens Eloá e Nayara em Santo André. Sou apenas mais que assistiu a tudo e ficou estarrecido, revoltado e triste com o desfecho de mais um episódio de violência que assola o país.

O que mais me deixou revoltado é a atitude de certos jornalistas e emissoras de televisão que se aproveitam deste tipo de ocasião para alavacarem a audiência. A Sônia Abrão se achando a melhor jornalista do mundo só porque um repórter de seu programa foi um dos primeiros a falar com o seqüestrador.

No Brasil a imprensa é livre, graças a Deus, mas é preciso ter limite. Se não vai ajudar pelo menos não atrapalha. Em poucas horas um boçal com uma arma na mão se transformou em personagem capaz de alavancar audiência de programas que não medem esforços para chamar atenção do público.

É hora de repensar até onde vai a liberdade da imprensa em horas como essas.

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